Primeira
parte da reflexão sobre o texto do retiro de Dezembro.
A comunhão continua com o Senhor.
Não
tenho vivido essa comunhão como me seria possível viver, sei que posso viver
muito mais. E sinto que ainda não me deixei inundar totalmente pelo amor do
Senhor, mais pela fé já alcancei essa graça de ser inteiramente para Ele, e
confiante em sua divina Misericórdia sei que um dia, breve eu espero, poderei
me aprofundar cada vez mais minha vida nos planos do Senhor.
Quero
ao me alimentar do meu Amado, nunca me saciar, pois sem me saciar estarei
sempre em busca dEle. Não quero me saciar, estando saciado posso me conformar
falsamente, saciar-se dEle só será possível no céu, quando veremos face a face.
“Agora nós vemos num espelho, confusamente; mas, então,
veremos face a face. Agora, conheço apenas em parte, mas, então, conhecerei
completamente, como sou conhecido.” 1Corintios 13,12.
Para a unidade e para a intimidade constante
com meu Senhor necessito dEle na Eucaristia, pois o desejo de meu Senhor, que
sinto em meu coração, precisa ser alimentado no pão e na alma. E nada alimenta
mais minha conturbada alma do que meu Senhor presente no pão eucarístico.
Lembro- me agora da Missa de fieis defuntos
desse ano, que devido a um número de fieis maior do que o esperado, o Padre foi
dividindo e subdivido as hóstias consagradas, e quando me ajoelhei para
recebê-lo solenemente era um quarto de uma hóstia, um pedaço tão pequeno e de
tão grande significado que me preencheu de uma forma absoluta onde eu pude
entender a grandeza da pequenez que Ele tanto me pede.
É pena que em tantos outros momentos comunguei
de forma indecente, em pecado, sem refletir, sem pedir o entendimento, sem me
reconhecer pecadora e muitas vezes me considerando merecedora. Muitas vezes
comunguei logo após julgar o irmão que está na fila, o ministro, o padre, a
música. Perdão.
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